Paris Hilton – O Encontro


Aqui
nos EUA, o culto à celebridade é algo impressionante. Há revistas especializadas, programas de rádio e canais de televisão, dedicados única e exclusivamente a falar de celebridades e comentar sobre a vida alheia.

Se na Inglaterra a Princesa Diana era vitima dos “paparazi”, por aqui, basta alguém ser um pouco mais conhecido, ou como dizia Andy Warhol, ter tido seus cinco minutos de fama, para também tornar-se vítima de fotógrafos e jornalistas ávidos por fofocas e notícias mundanas. Tudo para alimentar o afã que o público norte-americano tem por esse tipo de informação.

Um claro exemplo disso é o que acontece com a Britney Spears. Nos últimos tempos ela tem sido alvo de um massacrante dilúvio de noticias a falar de seu comportamento (in)adequado – quem sou eu para julgar – e dos problemas com o ex-marido, filhos e sobre o seu processo de reabilitação. Não há dia na TV sem noticias sobre a moça. Basta ela ir à farmácia ou ao supermercado que isso já vira manchete em horário nobre na TV. Um batalhão de fotógrafos corre atrás dela todos os dias para conseguir uma simples foto ou algum flagrante inusitado. Pobre vida de gente rica.

Até na internet a quantidade de consultas feitas sobre celebridades é de tal magnitude, que para atender essa demanda, na nova versão do site de busca da Microsoft, o LIVE SEARCH, existe um mecanismo especial para identificar se alguém esta fazendo consulta sobre uma celebridade. Junto com a resposta o sistema fornece automaticamente um “ranking” dessa “celebridade” na escala de estrelismo, não apenas hoje, mas ao longo dos últimos tempos. Além disso, o sistema mostra também quem são outras celebridades que tem algum tipo de relação com o consultado. Para ver como isso funciona, eu fiz uma consulta sobre a Paris Hilton e vocês podem ver clicando aqui como isso funciona.

Eu acho muito engraçado esse interesse que o público tem sobre celebridades, que no fundo são pessoas comuns, iguais a qualquer um de nós, mas que por profissão ou por acaso, se tornaram conhecidas do grande público. Não tenho o menor interesse em saber qual a lasanha que a Angelina Jolie comeu na hora do almoço ou a cor do novo carro do Tom Hanks. Mas por aqui, essa curiosidade atrai multidões e para servir esse público, milhares de dólares circulam entre revistas, TVs e outros meios, gerando negócios fabulosos.

Mas porque estaria eu falando disso? Acontece que como viajo constantemente, muitas vezes acabo cruzando com essas celebridades em aviões, aeroportos, restaurantes e hotéis. Alguns desses encontros casuais simplesmente se esvaem no tempo, mas outros acabam se transformando em uma oportunidade de conversar com pessoas interessantes.

A lista das celebridades que tenho cruzado nas minhas viagens pelo mundo é grande. Indo para Washington DC, viajei ao lado do Reverendo Jesse Jackson, que além de ter sido candidato a candidato a Presidente dos EUA, estava ao lado de Martin Luther King quando este foi assassinado. Em uma das viagens a Paris, almocei na Brasserie Lipp ao lado de Gerard Depardieu e conversamos alguns minutos sobre futebol. Em Nova York, em uma tarde de chuva, disputei um taxi com Sean Connery em plena 3ª. Avenida. Perdi o taxi para não arrumar uma briga com o eterno James Bond. Em um vôo para Miami, sentei-me ao lado de Manny Rodriguez, que joga no Boston Red Sox e apesar de ter uma carreira controvertida é um grande ídolo do baseball por aqui. Manny, de quem acabei ficando amigo, adora o Brasil a tal ponto que se casou com uma brasileira e pretende se aposentar em nossa terrinha.

Teria muitas histórias para contar sobre esses meus encontros com celebridades, mas para não alongar demais este texto e vou terminar contando o que aconteceu na minha viagem à França há algumas semanas atrás.

E foi um encontro sensacional. Ao descer do taxi vindo do aeroporto Charles de Gaulle, vocês podem imaginar o que vejo na porta do Hotel? Paris Hilton! Não dei muita bola para o fato e entrei rapidamente para me registrar. Quando percebo, eis que no elevador, Paris Hilton, tal como um pôster fotográfico, está de novo na frente dos meus olhos e uma suave voz feminina me deu as boas vindas em Frances. Eu agradeci sorrindo. Não vou entrar em detalhes do que aconteceu depois, por que foi tudo muito rápido e inesperado. Mas por motivos de trabalho, houve um encontro no almoço, muitos telefonemas para o meu celular durante a tarde, e ao final do dia, em uma suíte do quinto andar, nós brindamos com taças de champanhe – oferecidas por Paris Hilton – o deslumbrante ascender das luzes da torre Eiffel.

Claro que adorei Paris Hilton. Apesar de toda sua fama de futilidade e impessoalidade, fui tratado de uma maneira muito especial. Em pouco tempo me senti como se estivesse entre amigos íntimos de longa data e que se querem muito bem. E depois de viajar a noite toda, de um dia intenso de conversas e de um delicioso jantar muito bem acompanhado – de vinho Frances é claro-, voltei exausto ao hotel. E para quem está curioso pelos detalhes que vieram a seguir, lamento, mas não contarei.

Sei que muita gente torce o nariz quando se fala de Paris Hilton. Mas o que eu tenho a dizer depois deste encontro é que Paris Hilton é um charme e que passei uma noite maravilhosa na suíte de Paris Hilton. E para aqueles que estão duvidando da minha estória, incluo aqui a foto de  Paris-Hilton ao meu lado.

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