Varsóvia

 

Apesar de ter passado três dias na capital da Polônia, as agruras do clima não me deixaram espaço para muita coisa além de algumas reuniões de trabalho e um jantar com meus anfitriões. Três dias de um clima cinza, frio abaixo de zero e uma neve fina a cair constante e que me impediu de vagar pelas ruas das cidades que visito como sempre gosto de fazer. Mas esses três dias trancados entre as paredes do escritório, olhando a neve cobrir de branco as extensas planícies que envolvem Varsóvia, me deram tempo para refletir como devem ter sido brutais os dias da segunda Guerra Mundial.

Mas não vou falar da invasão alemã, ou do sofrimento do gueto judeu de Varsóvia. Não vou falar dos campos de concentração ou da opressão Stalinista ou da luta dos trabalhadores de Gdansk comandados por Lech Walesa, revoltados pela minguada e limitada vida que regimes comunistas impõe a seus cidadãos. Tudo isso está nos livros de história ou em páginas da Internet e quem tiver interesse pode procurar.

Com esta minha passagem por Varsóvia, prefiro lembrar de coisas boas às tristes. Lembrar-me por exemplo de Fredrik Chopin e de suas Polonaises. De Roman Polanski e de seus filmes maravilhosamente intensos e sem dúvida alguma, de Carol Wojtyla, que vestindo apenas as sandálias do pescador, foi capaz, de mudar a história da Europa.

Apenas com seu sorriso e carisma, este pequeno-gigante polonês conseguiu esfarelar o opressor império soviético sem disparar um único tiro. Bastou-lhe apenas o carisma, a personalidade contagiante, o amplo sorriso de sabedoria e seus penetrantes olhos azuis. E apenas com isto ele foi capaz de mover multidões e transformar o mundo, através do poder que o mistério da fé confere a quem nela acredita. Sem dúvida este foi o maior personagem da história do século XX 

E para quase concluir, deixo uma nota para meus colegas engenheiros: Quem não se lembra das primeiras e fantásticas calculadoras da HP, que introduziram o uso da “Notação Polonesa Reversa”? Esta simples e fantástica estrutura de codificação que simplifica e torna extremamente elegante a forma de calcular fórmulas matemáticas das mais complexas é, como bem diz nome, uma extraordinária contribuição polonesa à ciência dos números e cálculos. E por falar em cálculos, a terra ainda seria o centro do universo, não fosse Copernicus.

Mas o que também aprendi na Polônia é que lá, existe um hábito muito semelhante ao que temos no Brasil. Em terras tupiniquins, nossos desvairos políticos e sociais (e as vezes familiares) sempre acabam em pizza. E na Polonia, se não é pizza, de forma similar tudo sempre acaba em uma boa dose de Vodka…

Wyborova!!!!   Tchin-Tchin.

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