As duas almas de Budapeste

Budapeste é uma cidade de duas almas. A começar pela geografia, que a compôs com a junção de da bela Buda com seus maravilhosos Castelos e Catedrais e da burocrática Peste que se estende pelas terras planas as margens do Danúbio, em milhares de edifícios densos e que a fazem parecer uma Gothan City sem arranha-céus.

Buda é alegre, linda, iluminada e apesar dos muitos anos de existência, ela tem a alma jovem e vibrante. Peste, por outro lado, talvez por ser uma eterna sofredora com as enchentes do Danúbio, foi reconstruída várias vezes ao longo dos séculos, é fundamentalmente o oposto. Seus prédios tem uma arquitetura densa, quase sombria, muitas vezes barroca e rococó. Maltratada, fachadas decadentes e escurecidas pelos anos de abandono que o regime comunista lhe dedicou, é impossível não se sentir o ar de opressão ao caminhar por suas ruas frias e estreitas por onde o sol quase nunca se apresenta.

Mas apesar dessa dualidade de alma e espírito, Budapeste é uma magnifica aventura para quem lhe dedicar um par de dias a perambular pelas suas avenidas e colinas, e  pelas margens do grande rio que lhe corta ao meio.

Quem isso fizer, encontrará sem dúvida as duas almas da cidade e não deixará de maravilhar-se com a grandiosidade explicita, desta que foi a capital de um dos mais poderosos impérios da história.

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